Jovens Defensores Populares lança turmas finais da primeira etapa no RJ

Rio de Janeiro, 16/01/2026 – O projeto Jovens Defensores Populares lança, neste sábado (17/1), as últimas turmas da etapa inicial do programa, que já está sendo desenvolvido em seis unidades da federação, com 979 jovens matriculados. As novas turmas comtemplarão mais 100 jovens participantes do Rio de Janeiro e vão abranger os territórios: Maré, Vila Vintém, Rocinha e Jardim Catarina (São Gonçalo). Isto em adição às turmas já existentes na zona Norte e Oeste, além da Baixada, que, em fevereiro, vão finalizar seus percursos formativos para 90 jovens defensores.

Jovens Defensores Populares é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e a Fiocruz, a partir da Agenda Jovem Fiocruz (AJF), com a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ). Os territórios de cada turma foram identificados como prioritários pelo Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e os recursos provêm do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Voltado à formação de agentes de transformação social, o Jovens Defensores Populares tem como objetivo ampliar o acesso à justiça nas periferias, fortalecer o engajamento cívico e político das juventudes e estimular a criação de soluções locais para desafios sociais, levando o Estado onde ele é mais necessário.

“O projeto reconhece a potência das juventudes periféricas como protagonistas da transformação social. Ao fortalecer o acesso à justiça e a participação cidadã, estamos investindo em lideranças que conhecem seus territórios, seus direitos e sabem como mobilizar soluções concretas para suas comunidades”, afirma a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho.

“Vemos que a juventude tem capacidade transformadora de mudança, mas os jovens também são aqueles que mais têm que lidar com as violações de direitos quando circulam na cidade para o trabalho, o estudo, o lazer, e ainda atuam no cuidado de outras pessoas em casa. Esse projeto busca ampliar o repertório de jovens engajados na busca por mudança, é uma aposta na força da juventude, sem se esquecer das suas vulnerabilidades”, disse o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho.

Os participantes têm entre 18 e 29 anos e foram selecionados por meio de busca ativa e articulação com cursinhos populares, organizações da sociedade civil e coletivos de base. São, em sua maioria, jovens negros e negras, de baixa renda e com forte atuação comunitária.

Ao longo de 2025, a primeira etapa do projeto contou com turmas em São Paulo, Pará, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco e Rio de Janeiro. Os resultados indicam impacto direto na formação cidadã: 96,4% dos jovens afirmaram conhecer mais sobre seus direitos após a participação no projeto, e 86,25% consideraram  úteis as ferramentas oferecidas ao longo do percurso formativo.
Até dezembro de 2025, o projeto já havia realizado 623 encontros formativos com 30 turmas de jovens, mobilizando 499 educadores. Um total de 71 pessoas trabalham nas 6 equipes locais de coordenação em cada estado e no DF.

Com uma metodologia pedagógica inovadora, fundamentada na educação popular e antirracista, bem como no arte-ativismo, o projeto proporciona uma ampliação do repertório dos jovens para interpretar e intervir em suas realidades. O percurso formativo inclui conhecimentos práticos para realização de pesquisas de campo e diagnósticos participativos, bem como estratégias de intervenção no território, como incidência política, arte-ativismo, comunicação comunitária e educação popular. 

Serviço:
Lançamento das turmas finais da primeira etapa no RJ
Data: 17/1;
Horário: de 9h às 12h;
Local: Instituto Federal Rio de Janeiro (IFRJ) – Campus Maracanã;
Endereço: Rua Senador Furtado 121/125, Maracanã, Rio de Janeiro, RJ.

Carol Cassiano (Saju/MJSP) e Eric Andriolo (Agenda Jovem Fiocruz)
Reprodução de conteúdo original disponível na Agência Fiocruz